CORONAVÍRUS x SURFIC

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA

 

CORONAVÍRUS

 

Os Coronavírus (CoVs) (ordem Nidovirales, família Coronaviridae, subfamília Coronavirinae) são conhecidos desde a década de 1960 e têm seu nome proveniente de espículas em sua superfície que lembram uma coroa (corona em latim). São vírus envelopados, com genoma constituído de fita simples de RNA.

Coronavírus são vírus de RNA envelopados.

Qual a diferença de um vírus envelopado para um não envelopado? Como a ausência pode influenciar nos mecanismos de eliminação desses vírus? Os vírus envelopados são chamados assim por possuírem uma membrana rica em lipídios (gordura) que envolvem a partícula viral externa, os que não possuem essa membrana são chamados de não-envelopados. Em se tratando de resistência, qual é mais resistente e qual é menos resistente frente a detergentes e desinfetantes? O vírus envelopado ou o vírus não envelopado? O vírus não envelopado é mais resistente devido a sua capacidade de se cristalizar e ser mais resistente fora da célula, no ambiente.

O vírus envelopado, caso do coronavírus, é menos resistente no ambiente (superfícies, objetos) e pode ter sua membrana danificada e destruída por detergentes e desinfetantes com atividade antimicrobiana, bem como por determinadas temperaturas, sendo facilmente
eliminado em superfícies do ambiente onde ocorrer um correto processo de limpeza / desinfecção.

Como o SURFIC® (PHMB) elimina coronavírus e outros vírus envelopados? 

As composições de produtos químicos, de um modo geral, tem a atividade e mecanismo de ação estudados, desenvolvidos e dirigidos para atuar e destruir estruturas complexas de bactérias (ex: Micobactérias), fungos e vírus, assim como envelope de vírus e proteínas, provocando sua destruição.

O produto SURFIC® (PHMB) é um Desinfetante Detergente que possui amplo espectro de ação (ampla atividade antimicrobiana), tendo sido pesquisado e desenvolvido para eliminar os microrganismos mais resistentes e importantes (ex: bactérias, inclusive multirresistentes,
micobactérias, esporos, fungos e vírus, em especial os vírus envelopados), presentes em processos de contaminação de superfícies de ambientes e Produtos Para Saúde (artigos). Portanto, SURFIC® é ativo também frente a coronavírus que possam estar presentes não só em superfícies fixas mas também de artigos semi críticos (PPS).

Mecanismo de ação do SURFIC® :
SURFIC® é um desinfetante de nível intermediário e superfícies fixas, à base de uma composição equilibrada de PHMB + Tensoativos com alto poder de limpeza e desinfecção de superfícies e artigos (PPS). O modo de ação da polihexametileno biguanida (PHMB), tem sido descrita em numerosas publicações. O principal local de ação é a membrana citoplasmática nas bactérias, com a resultante alteração da permeabilidade da membrana de bactérias e destruição de envelope de vírus e proteínas. Este efeito foi observado como sendo devido a uma interação eletrostática da PHMB com os fosfolipídios, resultando na eliminação dos mesmos.

Importante:
Qual a posição sobre testes para saneantes (desinfetantes), frente a vírus, no Brasil? Com o intuito de oferecer uma “comprovação” de
eficácia frente ao coronavírus COVID-19, tenta-se apresentar teste alternativo frente a vírus, realizado com BVC (bovine corona vírus), que é um vírus substituto. Tal teste não é previsto pela ANVISA, estando em desacordo com a Legislação Sanitária vigente para saneantes (desinfetantes), no Brasil. Tampouco tal teste encontra-se aprovado ou padronizado na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos (REBLAS – Laboratórios Oficiais da ANVISA), uma vez que os testes oficiais, adotados e utilizados pela ANVISA e REBLAS, para comprovação de
eficácia antimicrobiana de saneantes (desinfetantes de superfícies e artigos) são aqueles previstos, única e exclusivamente, pela Legislação Sanitária em vigor. ( LEI Nº 6.360, DE 23 DE SETEMBRO DE 1976; DECRETO Nº 8.077, DE 14 DE AGOSTO DE 2013; RDC Nº 14, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2007; RDC Nº 35, DE 16 DE AGOSTO DE 2010; RDC Nº 59, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2010). Se não existem metodologias, ou testes oficiais frente a vírus, previstos pela ANVISA em legislação, normativas ou regulamentações específicas, o que comprova a eficácia de desinfetantes como o SURFIC® frente a vírus envelopados, (ex: coronavírus ) no Brasil? Para uma comprovação de eficácia frente a microrganismos mais resistentes, no Brasil, testes frente a microrganismos de constituição mais complexa, de maior dificuldade de eliminação, como Micobactérias que, além de possuírem grande concentração de lipídios livres (ex: ceras, micosídios, fator corda), as Micobactérias contam ainda em sua estrutura com a presença de outros componentes interferentes que dificultam a ação de desinfetantes, como: polipeptídios, camada micolato arabinogalactano e camada peptidoglicano no envelope celular. Os ácidos micólicos compõem mais da metade do envelope celular. Tais componentes interferem diretamente na eficácia dos desinfetantes. Ver figuras, abaixo:

Estrutura da membrana de uma Micobactéria:

 

Por este motivo, considerando a complexidade do envelope celular das Micobactérias, tais microrganismos são utilizados como  icrorganismos teste padrão nos testes oficiais da ANVISA ( RDC Nº 35, DE 16 DE AGOSTO DE 2010 / ANVISA ) para classificar e aprovar desinfetantes (ex: SURFIC®) que podem também ser registrados e recomendados para a desinfecção de Produtos Para a Saúde (PPS), em especial Produtos Para Saúde utilizados na Assistência Ventilatória, material de inaloterapia, etc.Sendo assim, a eliminação de vírus envelopados, como coronavírus, é facilmente alcançada com o uso do desinfetante de superfícies e artigos SURFIC®, diferentemente de produtos que tenham sido testados frente a vírus mas não apresentam eliminação contra Micobactérias, conforme previsto em regulamentações e normativas oficiais no Brasil, a saber: RDC Nº 35, DE 16 DE AGOSTO DE 2010 / ANVISA. 3.3 Desinfecção de nível intermediário: processo físico ou químico que destrói microrganismos patogênicos, micobactérias, maioria dos vírus e fungos, de objetos inanimados e superfícies. 3.5 Desinfetante de nível intermediário: produto que destrói bactérias vegetativas, micobactérias, a maioria dos vírus e fungos em um período de tempo comprovado.

APÊNDICE V
MICRORGANISMOS PARA AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA

Referências:
1. LEI Nº 6.360, de 23 de setembro de 1976
2. DECRETO Nº 8.077, de 14 de agosto de 2013
3. RDC Nº 14, de 28 de fevereiro de 2007
4. RDC Nº 35, de 16 de agosto de 2010
5. RDC Nº 59, de 17 de dezembro de 2010

 

Produtos Profilática considerados ativos frente a coronavírus (vírus envelopados):

O ambiente e a transmissão de infecções

Limpeza e desinfecção simultânea de ambientes

Limpeza e desinfecção simultânea de ambientes

O ambiente e a transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde.

Por quê a limpeza e desinfecção simultânea de superfícies utilizando desinfetantes com capacidade de limpeza?

O ambiente é apontado como importante reservatório de microrganismos nos serviços de saúde, especialmente os Multirresistentes.Diferentes espécies de microrganismos sobrevivem em superfícies inanimadas do ambiente por um tempo suficientemente longo capaz de ser potencialmente transferidos entre pacientes dentro de instituições de saúde.

A disseminação de microrganismos tem sido demonstrada através de um simples processo de limpeza incapaz de eliminar agentes contaminantes.A desinfecção e limpeza simultânea de superfícies e equipamentos utilizando desinfetantes com capacidade de limpeza tem sido rotineiramente indicada no lugar da limpeza apenas com detergentes ou produtos com apenas capacidade de limpar.4

Há evidências de transmissão de infecções por rotavírus e Candida spp. pelo meio ambiente:

Período de sobrevivência: 

– Rotavírus: maior que 12 dias,
– Candida spp.: horas
– HIV: 3 dias
– HBV: 7 dias

 Staphylococcus aureus (MRSA) e Enterococos resistente à vancomicina (VRE) sobrevivem dias ou até semanas nas superfícies de ambientes de serviços de saúde.5

Para onde vão os microrganismos removidos pelo simples processo de limpeza com o uso apenas de detergentes uma vez que a limpeza apenas com detergentes não elimina microrganismos?6

Dentro das modernas práticas de Controle de Infecção processos de limpeza e desinfecção de superfícies e equipamentos devem ser claramente diferenciados e isto normalmente não é feito. A limpeza é um procedimento que visa unicamente a remoção de sujeira e não tem a capacidade de eliminar microrganismos. Já o processo de desinfecção tem como objetivo principal a eliminação de microrganismos capazes de sobreviverem a um simples processo de limpeza que, por não eliminar microrganismos promove muitas vezes a disseminação dos mesmos no ambiente, especialmente germes multirresistentes.7

Tabela comparativa dos Detergentes X Desinfetantes

Tabela comparativa dos Detergentes X Desinfetantes

Quais os riscos no uso de desinfetantes que necessitam de limpeza prévia antes de sua aplicação (ex: hipoclorito de sódio, produtos clorados, álcoois ou outros)?

  • Remoção de elevado percentual de microrganismos no processo de limpeza (transferência da carga microbiana) antes da aplicação do desinfetante.
  • Disseminação de microrganismos (especialmente multirresistentes) para outras áreas e/ou superfícies.
  • Risco ocupacional aumentado para o funcionário.
  • Falsa sensação de descontaminação no processo e possíveis falsos resultados do percentual de eliminação de microrganismos pela remoção prévia de microrganismos.

Devemos considerar que algumas substâncias químicas direcionadas à eliminação de microrganismos não agem em presença de matéria orgânica, não removem sujeira ou são até inativadas por elas.

Detergentes contaminam-se durante o uso e podem contaminar ambientes e pacientes com bactérias. Pesquisadores demonstraram que mops (panos) e água tornam-se altamente contaminados durante a limpeza das superfícies fixas (contaminação da água e sabão na limpeza de um quarto demonstraram a presença de 34.000 UFC/ml (unidades formadoras de colônia por ml) contra apenas 20 UFC/ml no uso de desinfetantes)8.

A disseminação de microrganismos através de “mop” ou panos em processos de limpeza aplicados em superfícies próximas a pacientes não críticos podem contribuir com contaminações. Dharan e colaboradores constataram que o uso apenas de detergentes nos pisos e mobiliários em quartos de pacientes levou a uma disseminação e aumento de contaminação bacteriana no ambiente após a limpeza (aumento médio = 103.6 UFC/24cm2).9

Somando-se a esta pesquisa, Engelhart e colaboradores descreveram recentemente um surto de Pseudomonas aeruginosa em uma Unidade de Hematologia e Oncologia associada com contaminação de superfícies de equipamentos quando a limpeza foi realizada apenas com água e sabão (detergentes) ao invés de desinfetantes.

Diretrizes do CDC recomendam que, simultaneamente à limpeza, a desinfecção de equipamentos e superfícies próximos à cama do paciente (ex: criados mudos, mesas de apoio, armação de camas, carrinhos, cômodas, maçanetas de portas, torneiras, interruptores de luz) é indicada para certos patógenos, especialmente enterococcus, os quais podem sobreviver em superfícies inanimadas por períodos prolongados de tempo.10

Diretrizes da APIC (Associação dos Profissionais de Controle de Infecção) também recomendam o uso de um desinfetante hospitalar para a desinfecção de superfícies em áreas de pacientes por não se ter certeza da presença ou não de microrganismos multirresistentes veiculados na sujidade (ex: sangue, fluídos corpóreos, pó ou sujeira).11

Esta recomendação está fundamentada sob dois fatos. Primeiro, a presença de sangue visível é um pobre indicador para a presença do vírus da hepatite B (HBV)12. Segundo muitos pacientes hospitalizados estão desconhecidamente colonizados ou infectados por microrganismos multirresistentes, e estes pacientes servem como fonte de contaminação para o ambiente dentro de seus quartos. Sendo assim, os hospitais precisariam desinfetar todas as superfícies próximas a pacientes se desejam atender tais objetivos.13

 

MOTIVOS PARA A DESINFECÇÃO E LIMPEZA SIMULTÂNEA DE SUPERFÍCIES UTILIZANDO PRODUTOS COM SUBSTÂNCIAS ATIVAS COMBINADAS A TENSOATIVOS (EX: SURFIC).

 

  1. Os desinfetantes são necessários para a desinfecção de superfícies onde ocorre o extravasamento de sangue e outras secreções orgânicas.
  2. Ruttala demonstrou que os desinfetantes são mais efetivos na redução da carga microbiana das superfícies do que os detergentes (99% de redução x 80% de remoção).
  3. Ayliffe demonstrou que o mop (pano) tinha 10 ufc/ml antes da limpeza, chegando a 34 mil ufc/ml ao final do procedimento, em um único quarto, quando se emprega detergente.
  4. O guia do CDC recomenda que, frente a determinados patógenos seja feita a desinfecção de equipamentos e superfícies.
  5. A aplicação de um desinfetante torna mais prática a limpeza do que o uso de um detergente. A limpeza dissemina microorganismos. (Ruttala)
  6. Superfícies em estreito contato com o paciente devem ser desinfetadas devido a possibilidade de microrganismos importantes (MRSA, VRE e Acinetobacter).

Portanto, de acordo com as modernas práticas de Limpeza e Desinfecção de superfícies direcionadas ao controle de infecções, desinfetantes com capacidade de Limpeza e Desinfecção simultânea são preferíveis ao uso de substâncias (ex: hipoclorito de sódio, produtos clorados, alcoóis e outros) que necessitam de limpeza prévia antes de sua aplicação, por evitarem disseminação de microrganismos (em especial germes multirresistentes).

Embora superfícies não críticas não estarem sendo implicadas diretamente na transmissão de doenças, estas superfícies podem contribuir potencialmente na transmissão de infecção cruzada por permitir que a microbiota transitória seja transportada pelo profissional de saúde devido ao contacto dos mesmos com superfícies contaminadas ou pelo contacto com pacientes contaminados por superfícies ou equipamentos contaminados. As superfícies de equipamentos podem tornar-se contaminadas por agentes infecciosos e podem servir como veículo em surtos de transmissão de pessoa para pessoa.

O uso de um desinfetante com capacidade de limpar e desinfetar simultaneamente superfícies contaminadas simplifica o treinamento do pessoal envolvido com a limpeza do ambiente e facilita a prática apropriada.

Limpeza e Desinfecção de Superfícies

Limpeza e Desinfecção de Superfícies

O produto SURFIC, além da substância ativa de alta eficácia antimicrobiana, contém em sua composição dois tensoativos (detergentes) catiônico e não iônico que ajudam no processo de limpeza (remoção de sujeira) enquanto que seu princípio ativo atua eliminando microrganismos, inclusive germes multirresistentes e Micobactérias (microrganismos que tendem a sobreviver em superfícies por tempos maiores que 1 ano quando disseminados por meio de limpeza comum).

Surfic x Detergentes + água

Surfic x Detergentes + água

No quadro acima observa-se o modo de ação e capacidade de limpeza e desinfecção simultânea do SURFIC devido à sua composição contendo substância ativa de alta eficácia antimicrobiana têm a propriedade de eliminar microrganismos mesmo em presença de sujeira (matéria orgânica). Além das propriedades antimicrobianas já comprovadas do SURFIC em Testes Oficiais ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o SURFIC apresenta também propriedades de limpeza através de seus tensoativos catiônico e não iônico) apresentando excelente capacidade de Limpeza e Desinfecção simultânea.

O SURFIC, através de seus tensoativos (catiônico e não iônico) umedece, emulsifica e dispersa a sujeira (matéria orgânica e inorgânica) potencializando ainda a capacidade de eliminação de microrganismos através de seu Princípio Ativo Antimicrobiano promovendo a eliminação de microrganismos presentes nas superfícies contaminadas. Tal atividade elimina a sujeira sem o risco de disseminação de microrganismos.

 

Por: Eridon Araújo. Departamento Técnico – Profilática Ltda.

 

  1. (Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies – Brasília: ANVISA, 2012).
  2. (Kramer A, Schwebk I, Kampf G. How long do nosocomial pathogenes persist on inanimate surfaces? A Systematic review. BMC Infect Dis 2006; 6:130).
  3. (Bergen LK, Meyer M, Hog M, et al. Spread of bacteria on surfaces when cleaning with microfibra cloths. J Hosp Infect 2009; 71:132-137).
  4. (Exner M. Divergent opinions on surface disinfection: myths or prevention? A review of the literature. GMS Krankenhaushyg Interdizip 2007;2. Doc 19).
  5. (Boyce JM. Potter-Bynoe G. Chenevert C. King T. Environmental contamination due to methicillin-resistant Staphylococcus aureus: po­ssible infection control implications. Infect Control Hosp Epidemiol 1997:18:622-7).
  6. (Meyer B, Bansemir K,. A Method for Determining the Surface Effectiveness of Disinfectants. Hyg Med 1996; 21:94 – 100)
  7. (Gebel J, Hornei B,Vacata V, Dietlein, Exner M. New insights and assessment of the properties of surface cleaning and disinfection procedures. Higiene Medizin Infection Control and Healthcare 2004;29 (9):327-333).
  8. (Ayliffe GA, Collins BJ. Lowbury EJ. Babb JR, Lilly HA. Ward floors and other surfaces as reservoirs of hospital infection. J Hyg (Lond) 1967: 65:515-36).
  9. (Dharan S. Mourouga p. Copin P. Bessmer G. Tschanz B, Pittet D. Routine disinfection of patients’ environment surfaces. Mith or reality? J Hosp Infect 1999; 42:113-7)
  10. (Garner JS. Guideline for isolation precautions in hospitais. The Hospital Infection Control Practices Advisory Committee. Infect Control Hosp Epidemiol 1996: 17:53-80).
  11. (Sehulster L Chinn RYW, Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee. Guidelines for environmental infection control in health-care facilities. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2003;52: 1-44).
  12. (Favero MS. Maynard JE. Petersen NJ. Boyer KM. Bcnd WW’ Berquist KR. et aI. Hepatitis B antigen on environmental surfaces. Lancet 1973: ii:1455).
  13. (Byers KE, Anglim AM. Anneski Cj, Germanson TP. Gold HS. Durbin LJ, et al. A hospital epidemic of vancomycin-resistant Enterococcus: risk factors and control. Infect Control Hosp Epidemiol 2001:22: 140-7).

Tratamento, Manutenção e Preservação de Instrumentais Odontológicos

BLOCO II

Tratamento, Manutenção e Preservação de Instrumentais odontológicos:

Por: Eridon Araújo:

Eridon Araújo é CEO da empresa Profilática. Higienista com especialização no uso de substâncias químicas em processos de Limpeza, Descontaminação, Desinfecção, Esterilização e Antissepsia, dentro e fora do Brasil, com a experiência de mais de 30 anos na área da Saúde, em especial Controle de Infecções e Biossegurança.

Instrumentais Odontológicos:

O que devo saber para melhor preservá-los ?

O Texto, em Poucas Palavras:

1. Instrumentais requerem uma alta resistência mecânica para o funcionamento adequado.

2. Instrumentais cirúrgicos em aço inoxidável devem atender às rígidas exigências em termos de elasticidade, tenacidade, rigidez, características da lâmina, resistência ao desgaste e resistência máxima possível à corrosão.

3. Os instrumentais médico e odontológicos à base de aço inoxidável são compostos de ferro, carbono, cromo, níquel, manganês, sílica e muitos outros metais em quantidades menores.

4. Uma das qualidades importantes do aço inoxidável que o torna mais resistente à corrosão do que o aço carbono é sua capacidade de se tornar passivo (menos reativo).

5. A diferença de reatividade entre o aço inoxidável e o aço carbono é uma camada de certos metais presentes na superfície do aço inoxidável. Essa camada é chamada de camada passiva.

6. Camadas com mais cromo são geralmente mais passivas; isto é, mais resistentes à corrosão. O cromo é o principal metal responsável pelo comportamento passivo do aço inoxidável.

7. Aço inoxidável não é inoxidável. Portanto, aço inoxidável não significa dizer que ele nunca oxidará.

8. Corrosão é a destruição ou deterioração de um material devido à reação química ou eletroquímica com seu meio.

9. O aço inoxidável é reativo, o que significa que instrumentais em aço inox inevitavelmente irão corroer e ficar manchados sob certas condições.

10. A superfície do instrumental, mesmo composta por aço inox, permite a deposição e fixação de impurezas da água e outros componentes que venham a entrar em contato com ele.

11. Se uma área do instrumental riscada, rompida ou de algum modo desgastada estiver exposta à água, vapor de baixa qualidade na autoclave, temperatura inadequada, umidade, químicos agressivos, etc., a área começará a corroer.

12. O tratamento correto dos instrumentais dentro do consultório odontológico, visando a preservação e durabilidade dos mesmos, é da maior importância e não pode ser negligenciado.

Concepção e Fabricação

Os materiais utilizados para a fabricação de instrumentos cirúrgicos são, de uma certa forma, padronizados mundialmente. Empresas que buscam qualidade na produção de instrumentais médico e odontológicos utilizam aços de cromo com capacidade de endurecimento, com baixo a médio teor de carbono uma vez que a maioria dos instrumentais requer uma alta resistência mecânica para o funcionamento adequado. De fato, um teor de cromo de pelo menos 12,5% é necessário para garantir uma resistência suficiente à corrosão.

Ao produzir instrumentais médico e odontológicos, o fabricante deve projetá-los para adequá-los à sua finalidade, não apenas no projeto (design), fabricação e acabamento, mas também na seleção de materiais adequados. Para instrumentos cirúrgicos, de um modo geral, somente o aço inoxidável pode atender às rígidas exigências em termos de elasticidade, tenacidade, rigidez, características da lâmina, resistência ao desgaste e resistência máxima à corrosão.

Como se compõem os instrumentais de aço inoxidável?

Os instrumentais médico e odontológicos à base de aço inoxidável são compostos de ferro, carbono, cromo, níquel, manganês, sílica e muitos outros metais em quantidades menores. A quantidade de cada um desses componentes depende do grau de aço inoxidável. Geralmente, quanto maior o teor de cromo, mais resistente à corrosão o instrumental é.

Uma das qualidades importantes do aço inoxidável que o torna mais resistente à corrosão do que o aço carbono é sua capacidade de se tornar passivo. A passivação significa “tornar inativo ou menos reativo”. No caso do aço inoxidável utilizado em instrumentos cirúrgicos, a descrição “menos reativo” é mais apropriada.

A diferença de reatividade entre o aço inoxidável e o aço carbono é uma camada de certos metais presentes na superfície do aço inoxidável. Essa camada é chamada de camada passiva. A camada passiva é composta principalmente de óxidos de cromo e ferro. A quantidade de cromo e óxido de ferro varia dependendo do tipo de aço inoxidável. Camadas com mais cromo são geralmente mais passivas; isto é, mais resistente à corrosão. O aço carbono não possui essa camada passiva.

Como se forma a camada passiva e protetora dos instrumentais médico e odontológicos?

Quando as partes do instrumento cirúrgico são feitas pela primeira vez, elas não têm uma camada passiva espessa. Quando essas partes são expostas ao ar, o cromo e o ferro presentes no aço inoxidável são oxidados. Isso forma uma camada ligeiramente passiva na superfície. Uma camada mais passiva é então formada tratando as partes com produtos químicos que removem parte do ferro da superfície, mas deixam o cromo para trás. Isso é chamado de enriquecimento de cromo da superfície. O cromo é o principal metal responsável pelo comportamento passivo do aço inoxidável. Se uma camada mais espessa e mais protetora for desejada, as peças são tratadas ainda mais com produtos químicos que fazem com que a camada fique mais espessa.

Por que o instrumental composto de aço inoxidável não é inoxidável?

Corrosão é a destruição ou deterioração de um material devido à reação química ou eletroquímica com seu meio.

Instrumentais de diversos tipos, compostos por aço inoxidável, acabarão corroídos e manchados. O aço inoxidável é reativo, o que significa que ele irá corroer e ficar manchado sob certas condições. Essa coloração ou corrosão ocorre com muito menos frequência no aço inox do que no aço carbono; mas ocorre! Além disso, enquanto uma superfície de um instrumental pode parecer brilhante e lisa a olho nu, observando sob a lente de um microscópico se constata que a superfície, aparentemente lisa, é na realidade muito áspera. A superfície áspera do instrumental permite a deposição e fixação de impurezas da água e outros componentes que venham a entrar em contato com ele.

Em cada camada passiva existem áreas com uma estrutura específica, onde a camada passiva é muito suscetível ao ataque corrosivo, particularmente quando em um ambiente úmido ou aquoso. Se a camada passiva original for agredida, a simples exposição ao ar formará outra camada passiva onde a ruptura ocorreu. Essa nova camada passiva pode não ser tão espessa quanto a camada original, mas ainda fornecerá alguma proteção. No entanto, a camada passiva rompida deve ter tempo para se reestabelecer na presença de ar. Porém, se a ruptura da camada passiva estiver coberta por resíduos, sujidade orgânica, etc., ela não estará exposta ao ar e, portanto, não poderá se reestabelecer. Além disso, se a área riscada, rompida ou de algum modo danificada estiver exposta à água, vapor, umidade, químicos agressivos, etc., a área começará a corroer.

Portanto, aço inoxidável não significa dizer que ele nunca oxidará.

Sendo assim, o como se realiza o tratamento dos instrumentais dentro do consultório odontológico visando a preservação e durabilidade dos mesmos é da maior importância e não pode ser negligenciado.

Resistência aos repetidos processamentos

Um aspecto muito importante que os fabricantes de instrumentais devem considerar no projeto e desenvolvimento de um instrumental médico e odontológico (PPS) é a necessidade que os mesmos têm de serem processados após o uso (limpeza, desinfecção, esterilização) para que a segurança do paciente e do usuário seja garantida.

Bons resultados de limpeza podem ser obtidos se o instrumental puder ser desmontado o máximo possível. Outro ponto importante é a escolha de materiais considerando que a esterilização a vapor a uma temperatura de 134°C representa o método de esterilização mais importante, os materiais usados devem ser resistentes à temperatura. Normas específicas como a Norma DIN 58946, sustentam que a temperatura máxima aceita durante o processo de esterilização deve ser de 134°C, durante 10 minutos. Entretanto, se a temperatura da autoclave não estiver calibrada, esta temperatura poderá ser excedida prejudicando significativamente a resistência dos instrumentais à corrosão e danos poderão ocorrer.

Referências:

1. DIN EN ISO 7153-1:2017-02 (E) specifies metals commonly used to manufacture various types of standard surgical instruments, including but not limited to those used in general surgery, orthopaedics and dentistry.

2. DIN 58946-7:2014-01 : Sterilization – Steam sterilizers – Part 7: Edificial preconditions, requirements for the services and the operation of steam sterilizers used in health care facilities

3. DIN EN ISO 17665-1:2006-11 : Sterilization of health care products – Moist heat – Part 1: Requirements for the development, validation and routine control of a sterilization process for medical devices

4. Metals Handbook. Materials Properties and Selection. Vol 1.

5. Metals Handbook. Materials Characterization. Vol 10.

5 DICAS PARA SE PROTEGER DE INFECÇÕES DE VÍRUS E BACTÉRIAS DURANTE O INVERNO

5 DICAS PARA SE PROTEGER DE INFECÇÕES DE VÍRUS E BACTÉRIAS DURANTE O INVERNO

A prevenção é o primeiro passo para impedir as infecções virais e bacterianas no inverno

 

Gripes, rinite, sinusite, faringite, bronquite, asma são algumas das principais doenças comuns de inverno. Muitas delas são causadas por vírus ou bactérias, por meio de infecção cruzada (seja por pessoa ou objeto) ou até mesmo pelo ar. Por isso, medidas são necessárias para que possamos nos proteger de possíveis infecções.